Extremismo religioso é discuçao no Fórum Econômico Mundial

Fórum Econômico MundialO extremismo religioso foi assunto exclusivo no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, na última quarta-feira (21) onde lideranças políticas e religiosas discutiram sobre a violência, o extremismo e a liberdade de expressão.

O encontro teve a participação do ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair; do rabino David Rosen, do Comitê Judaico Americano; do clérigo muçulmano Hamza Yusuf Hanson, especialista em Islã e do arcebispo sul-africano Thabo Makgoba Cecil.

Motivado pelos ataques em Paris, o encontro não falou apenas sobre as mortes na sede da revista Charlie Hebdo, lembrando também dos conflitos motivados pelo extremismo religioso no Oriente Médio, Nigéria e República Centro-Africana.

Enviado especialmente para negociar a paz no Oriente Médio, Tony Blair entende que a religião não é a causa do conflito, mas sim a perversão da religião que seria o islamismo radical. “Não é a religião em si que causa conflito. No entanto, hoje, a ideologia que é mais ameaçadora para a nossa segurança é uma ideologia baseada em uma perversão da religião”.

O clérigo muçulmano Hamza Yusuf Hanson concordou com o ex-premiê britânico e deixou claro que o islã tradicional era “uma das religiões excepcionais que permite que outras religiões vivam pacificamente em seu meio”.

O rabino, por sua vez, declarou que a religião foi desviada para manipular as pessoas e isso tem gerado violência. “Agora que nos sentimos ameaçados, é natural e desejável nos voltarmos para a religião”.

Liberdade de expressão X Decência
Os ataques à revista francesa foram motivados por conta das constantes caricaturas de Maomé que estampavam a publicação. Na religião é proibido representar o profeta e os desenhos da Charlie Hebdo sempre traziam sátiras que zombavam do líder religioso que fundou o islã.

Hanson, considera que o trabalho da publicação ultrapassava a liberdade de expressão. “Esta é uma absoluta falta de civilidade e decência”, disse. “você pode condenar e criticar a religião, não há nenhum problema nisso, mas você não pode ridicularizar pessoas e desrespeitá-las”, completou o muçulmano.

Para a agência AFP o rabino comentou que insultar a religião é pior que um insulto racial, enquanto que Tony Blair propôs a educação para combater o islamismo. “O extremismo não é natural, é algo que é ensinado e deve ser removido dos sistemas de ensino”, disse ele.

Para combatê-los, o católico sugere o amor e a liberdade. “A liberdade e o amor são valores-chave, e se os defendermos poderemos transcender a violência”. Fonte: Gospel Prime

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Comentários

comentários

1 Comentário

  1. Rafael Souza da Silva
    em

    Eu acho que o mundo precisa urgentemente reconhecer que Deus enviou seu Filho, Jesus Cristo, para salvar a todos, independentemente da cultura, da raca, da religiao, ou do nivel de intelectualidade ou da condicao financeira. Tudo o que esta acontecendo no mundo foi previsto por Deus e esta na Biblia. A paz nao esta nesta ou naquela religiao. A verdadeira paz e Deus quem da.

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